segunda-feira, 6 de julho de 2009

WOK

[Lisboa, Maio/2009]
A sala principal do Teatro da Trindade (Lisboa), longe de estar cheia, recebeu WOK - um espectáculo de percussão sob a chancela dos Tocá Rufar. Seis elementos em palco dão conta de uma série de bombos, bombinhos e bombões. Coordenação fantástica de som e movimento nas baquetas, nas mãos, nos braços, nas pernas, no corpo, na cabeça,... Uma coisa me impediu de apreciar o espectáculo como devia: os fatos! Era suposto representaram tribos do futuro, portanto, uma mistura de negros e coloridos, de licras e cabedais, de cabelos florescetes e máscaras escuras. Não gostei dos fatos! Ou melhor, não gostei do enquadramento: não consegui uma ligação pacífica entre o "futurismo" das roupas e a tradição dos instrumentos. Acho que só ultrapassei a estranheza no "convívio" final. O "chefe" da tribo, sem nunca falar língua de gente, convida ao palco alguns elementos da plateia ensaiando meia dúzia de ritmos - momento bem acolhido pelos artistas de ocasião, gerando situações bem divertidas para toda a casa. A colaboração final com "palmas de repetição" de todo o público foi muito bem conseguida e as palmas de encore soaram ainsa bem ritmadas em jeito de lição bem estudada.

Ainda em digressão: Guarda, Mafra, Moita, Trofa, Vagos, Açores, Grândola, Alcochete.

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sábado, 30 de maio de 2009

Serralves em Festa

Desta vez para festejar 20 anos este fim de semana durante 40 horas e com mais de 80 eventos Serralves encontra-se em festa.

Aproveite para visitar este local tanto mais que a entrada até é gratuita.
Depois lembre-se de deixar o seu comentário aqui a respeito da sua experiência em Serralves.

Bom fim de semana

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Laginha e Sassetti em Matosinhos

Recuando até ao mês passado, venho falar do meu concerto da noite de 24 de Abril - sim, porque, se há alturas do ano em que há (bons) concertos é em Abril! Fui, então, a Matosinhos ouvir o projecto "Grândolas" de Mário Laginha e Bernardo Sassetti.

Antes de qualquer apreciação artística, impõe-se uma imagem visual: dois pianos bem ajustados, de um lado Sassetti mergulhado nas teclas, corcovado sobre o piano com a cara tapada pelo cabelo, do outro Laginha alheado do teclado de olhos fechados e cabeça bem no ar. Tenho de confessar que me custou um bocado desligar o quadro que tinha à frente da imagem de dois autistas sentados ao piano...

Tocaram Zeca Afonso, trabalhando, com arranjos pessoais e divagações temáticas, sobre melodias conhecidas: "Os vampiros", "Venham mais cinco", "Um redondo vocábulo" - como eu gosto desta música! -, "Grândola". Apresentaram também originais seus. Alguns olhares de passagem e um sorriso numa improvisação inesperada (suponho!) foram a pouca transparência de uma cumplicidade introvertida. A palavra descontraída ao público revelou o prazer do trabalho conjunto, mas faltou(-me!) a imagem visual dessa tarefa conjunta que se perdia nas teclas de cada um...

Foi uma noite de Abril de íntimos diálogos sonoros...

[Grândolas toma vida novamente em Julho no Castelo de S. Jorge (Lisboa), dia 10 às 22h.]

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segunda-feira, 18 de maio de 2009

Wonderland em Matosinhos

A produção mais recente do Teatro de Marionetas do Porto chama-se Wonderland e tem por base as histórias da Alice no País das Maravilhas. As marionetas têm algo de fascinante: se, por um lado, há momentos em que me consigo concentrar apenas na "vida" do boneco, por outro, dou por mim a observar as manipulações dos artistas por si só. E Wonderland combina muito bem estas duas facetas: os cenários, os adereços, as luzes, as disposições e movimentações levam-nos ora ao boneco, ora ao artista sem que nessas passagens haja qualquer tipo de estranheza - é a naturalidade anti-natural do non-sense do espírito de Alice.

Apenas quatro pessoas em palco fazem a festa toda, desfilando à nossa frente Alice, o Coelho Branco, o Chapeleiro e a Lebre, o Gato, a Lagarta, Tweedledee e Tweedledum, a Raínha e até os flamingos do criquet. Pouco texto (falado em inglês, com excepção das falas de Alice), alguns momentos musicais e, acima de tudo, a riqueza criativa dos quadros vivos e dos movimentos impossíveis. Foi uma hora bem preenchida que deixou o desejo de mais...

A peça (M/12) está em exibição no Cine-Teatro Constantino Nery (Matosinhos) até dia 24/Maio (5€) e depois vai à Guarda e Montemor-o-Novo.

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sábado, 9 de maio de 2009

Fábrica Braço de Prata - Lisboa

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A Fábrica Braço de Prata é um espaço cultural multifacetado. Várias salas, com diferentes apresentações artísticas, com bar/restaurante e... livrarias. Ocupa uma das antigas fábricas de Poço do Bispo (Lisboa), por trás da Praça 25 de Abril. Para dentro dos muros, um espaço aberto recebe as viaturas dos visitantes e uma esplanada dá as boas-vindas ao bom tempo. Subindo as escadas, entramos em corredores com quadros, salas com mesas e estantes com livros.

A constância dos livros no restaurante, nas salas e nos corredores são uma marca do espaço. De resto, concertos, exposições, cinema, workshops, poesia ou debates em simultâneo em diferentes salas contribuem para o fenómeno dos públicos inesperados que no fim do jantar assistem ao concerto na sala Nietzsche ou que a caminho do workshop na Visconti apreciam a exposição do corredor.

É uma espécie de Contagiarte (Porto) mas... com um ambiente menos 'vicioso' e um espírito, de certo modo, mais elitista...

As danças tradicionais encontram aqui o seu espaço nas primeiras e terceiras 4as feiras de cada mês, a partir das 22h (mais hora menos hora!), com o som habitual de DJ Matt ou em pequenos concertos mais ou menos habituais, entre a sala Visconti e a Prado Coelho. É um espaço descontraído para os bailadores habituais, mas que, não obstante os que se sentam a beber um copo atraídos pela música, não conquista activamente muitos curiosos inesperados. Apesar de todos serem bem-vindos, é, neste campo e acima de tudo, um ponto de encontro de amigos.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Batalha de almofadas


Dia 4 de Abril de 2009, às 18h00 em ponto, nos Aliados

Mais informações aqui

domingo, 22 de março de 2009

Noites Folk - Contagiarte


As Noites Folk foram durante o ano passado a minha visita mais regular do Contagiarte: todas as 5as, na cave, (já pela madrugada dentro) dança-se ao som do DJ Osga. A música não é tão tipificada como noutros espaços de baile - nem toda a música folk tem passos base e coreografias pré-definidas, às vezes a ideia é apenas soltar e deixar ir, saltando livremente como se não houvesse amanhã! O espaço é pequeno para tanta gente, mas não é assim tão, tão complicado... é outro espírito! Pessoalmente, não posso "bailar" só disso, mas é um bom espaço de descontracção...

A miscigenação da casa, faz com que, para além dos habituais bailadores, haja sempre!!! mas sempre!!! gente nova, e haja sempre gente que não sabe dançar. E, para além dos que até querem aprender bases, movimentações e variações, há os que nem por isso, sem que isso seja motivo para não dançar, saltar ou mexer como bem lhes apetece. Tudo isto muito bem aconchegadinhos no espaço possível. É o admirável mundo novo das danças... em meio metro quadrado de espaço! =)

Não é o local ideal para disfrutar de um baile bem organizadinho sem encontrões ou pisadelas, mas é um espaço descomplexado e bem animado onde se pode tudo... assim que se arranje espaço para tal! =)

foto: Hugo Lima